Bruxismo: mal geralmente ligado a fatores psicológicos
O
bruxismo noturno
pode ocorrer em praticamente todos os estágios
do sono, sendo observado predominantemente no
estágio II e virtualmente ausente nos
estágios III e IV, mais profundos. Quando
relacionado ao sono, o bruxismo envolve movimentos
rítmicos semelhantes ao da mastigação
intercalados por longos períodos de contração
dos músculos mandibulares. Essas contrações
costumam ser fortes e até superar aquelas
realizadas durante a mastigação
normal consciente. Costumam durar o suficiente
para produzir fadiga e dor muscular.
Incidência
e Curso
Alguns trabalhos estimam entre 6 e 20% dos adultos
e em torno de 14% das crianças a incidência
do bruxismo. Entretanto, sinais e sintomas de
bruxismo são observados entre 80% e 90%
das populações estudadas, sugerindo
que, ou essas pessoas apresentam bruxismo inconscientemente
ou já o tiveram. Parece ainda que o bruxismo
diminui com a progressão da idade, predominantemente
depois dos 50 anos. Quanto à distribuição
nos sexos, alguns autores encontraram uma maior
freqüência do Bruxismo em mulheres.
Causas (Etiologia)
As causas normalmente estariam relacionadas
a fatores psicológicos, como tensão
emocional, agressão reprimida, ansiedade,
raiva, medo, frustrações e estresse.
A freqüência e a severidade do Bruxismo
pode variar a cada noite, e parece estar altamente
associado ao estresse emocional e físico.
Prognóstico e Conseqüências
Hábitos funcionais do tipo bruxismo costumam
levar ao desgaste dentário, má
oclusão severa, trauma oclusal, fratura
dentária e dores em determinados componentes
do sistema mastigatório. O bruxismo é
considerado uma das causas das desordens temporomandibulares
devido à possibilidade de desencadear
dor ou disfunção na musculatura
mastigatória e /ou articulação
temporomandibular.
Tratamento
Atualmente a odontologia tem optado pela utilização
de uma placa estabilizadora, de resina acrílica,
que respeite os conceitos de máxima estabilidade
mandibular em relação cêntrica
e movimentos excêntricos harmoniosos através
de guias específicas (protrusivas e caninas).
A função da placa estabilizadora
seria para proteger os dentes e demais componentes
do sistema mastigatório durante as crises
noturnas de bruxismo. Além disso a placa
ainda reduziria a atividade elétrica
de músculos elevadores da mandíbula,
como masseter e temporal, reduzindo assim a
atividade tensional.
Entretanto, a colocação de placas
constitui-se num tratamento, digamos, sintomático.
O ideal seria o tratamento dos estados tensionais,
estressantes ou ansiosos que produzem o bruxismo.